17 fevereiro 2022
Outro Adeus
11 fevereiro 2022
4
Um céu tempestuoso.
Uma chuva fria.
Em minha cabeça, vozes.
Uma sinfonia ressonante,
De fantasmas e demônios.
Música,
Palavras,
Gritos,
Chuva,
Sinos,
Trovões
...
Desconheço o silêncio, mesmo quando me rodeias.
T.Alves
18 janeiro 2022
Desejo e amor
Beije meus lábios amor meu
Beba do mel, entorpeça-te
Beije fugaz e ferozmente
Os lábios que te pertencem
Desde que a clara lua nós abençoou
E os deuses nós olharam com curiosidade
Ama-me como um beija flor, que suga o néctar das flores
Ou como a borboleta que docemente toca suas pétalas.
Amor meu, ama-me com amor.
Me ame com fulgor, usa do teu desejo. Das fantasias mais loucas ao desejo mais banal.
Confunda em mim a realidade com o irreal, sonhe comigo em tempo real.
Vivamos o sonho fictício ou literal.
Que os deuses nos olhem, que aprendam conosco, que possamos ferver as forjas de Hefesto e que ele forje, sobre nossos corpos nus e entrelaçados.
Que o nosso fogo nos baste sem nos queimar
A ti dedicarei meus deleites
Minhas loucuras serão nossos passos sãos
Ao invejar os Céus, com tamanha luz, somos o espetáculo em meio às estrelas.
T.Alves, Will Jr.
15 janeiro 2022
Carne e gozo
A brisa do mar me trouxe um cheiro
Era dos perfumes que exalam tua pele escura
Dos sons que amo, teu arfar me estremesse o âmago.
E da luz dos teus olhos, cor de cacau
Via o entrelaçar dos céus e estrelas.
Inveja-nos a lua, o mar
Que não conseguem se tocar e amam a distância.
Invejam-nos as flores,
Pois nosso néctar é mais doce que seu perfume
Arrisco dizer, amado,
Que amam-nos os deuses
Ao deleite de seus olhos, vêem o amor carnal de belo ângulo,
Como plateia, aplaudem o espetáculo de nossos corpos.
T. Alves
26 junho 2021
Susurro
Corações partidos são como quebra cabeças.
A cada jogo, monta-se,desmonta-se.
Faltam peças.
Faltam partes.
O que sobra de algo destruído?
Cacos...
Quebrados…
Destruído…
Destruído….
Des...tru...í...
Ah!
A insanidade é uma bela dama de voz adocicada.
T.Alves
14 maio 2021
3
01 maio 2021
2
Sou folha solitária que dança ao vento suave,
Sua dança é leve à luz do sol poente,
As cores são fugazes.
Sinto cheiros doces, aonde me levas?
Queria ser a semente que renascerá em vida.
Sou folha secando à belprazer do tempo,
Bailando as graças da brisa do entardecer.
Não recordo de casa,
Sou lembrança de outrora,
Mero pedaço de alguém distante,
Vislumbre absorto.
Sou folha seca caída aos pés de algum.
Sou o passado esquecido.
Amanhã nada serei.
T. Alves
21 abril 2021
1
Caindo abismo abaixo, sem compaixão
O frio percorrendo meus ossos
A dor cortando minha carne.
Ilusão de dias calmos,
O sol, o tempo ameno, as gotas de chuva.
O som do tempo corrente
Perpassa minha percepção
E continuo em queda.
Fechando os olhos, vendo fantasmas
Sonhos são tolos, pesadelos são reais.
O negro véu que cobre a vista,
O medo palpável
Não há fundo no abismo.
T. Alves
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25 dezembro 2020
À sós
Eu me desfiz em pedaços,
Debaixo de cada lágrima,
E após a torrente, um deserto seco
O tempo traga um cigarro fedido
Em cada trago, um intervalo
Não enlouqueci, apenas contei doces mentiras
Esqueci de mim mesma, me tornei parte delas
A elas dediquei tragos
E a cada trago, mais tempo
Tempo, tempo, tempo
Me perdi na fumaça seca,
Me esqueci da essência
E desejei as lágrimas.
Como juntar os pedaços?
Como colar cacos?
Como me refazer por inteira?




