E não seriam os grilhões lembranças duras?
Passados vivos e presente decadente.
Então...
Estoura-se o champanhe:
- Um brinde!
Palmas, risos, festa.
Cofres cheios, um banquete fervente,
E a miséria se farta com requinte.
Á mesa posta, no menu: podridão a la carte.
De entrada, esdrúxulos palpites econômicos salpicados de ignorância.
Porcos soberbos envaidecem de seu reflexo visto na prataria polida.
Ao fim da noite, deixam migalhas e restos para os pobres crentes da bondade:
- Oh! Como temos sorte! Como são benevolentes nossos senhores!
O maná das latrinas enchem olhos tolos.
Futuros mortos sem concepção.
T.Alves







