terça-feira, 29 de outubro de 2013

Dias frios

E o outono se encerra em meu coração.
Não há mais cores, e as flores já se desfazem.
O cinza que assola o meu jardim.
Os poemas de outra estação já não possuem sentido.

As borboletas não voam em meu jardim, somente passam.
Os beija-flores voam sem destino.
Da janela mais alta do casarão vejo destinos.
Ao longe soam os sinos da catedral me provando que o tempo continua a passar.
E as cortinas deste novo dia não tardam em se findar.

O vermelho vivo de uma única rosa se destaca.
O inverno sempre tão eterno não tardara em colhê-la, mas ainda que o faça a flor que resiste o vento representa esperança de uma primavera ainda inexistente.
Em dias frios a luz do sol e sempre tão mítica.
Em dias cinza a cor desafia o cético.

Mas o tempo passa.
As casas do tempo também podem ruir.
Em casas antigas o jardim toma o espaço e por fim invade as casas.
O fogo se extingue o frio te absorve, e por fim a morte se envolve, mas a vida que sempre é regente inerente dos fatos trás de volta aquele velho jardim.
As borboletas voltam, a cor também. Os pássaros que antes fugiam voltam sabendo bem seu destino, porque lá estavam quase esquecidos seus velhos ninhos.

                                                                                                Autor: William Junior 



Nenhum comentário:

Postar um comentário