Filho, praquejaram teu nascimento e teu nome,
Te impreguinaram de angústia e pesar.
Perdoe-me, não pude interferir nas ações de outrem,
Não por impotência minha, ou por cegueira,
Mas a vida não é feita apenas de minhas flores.
Doce criança,
Apesar da agonia que te permeias, não murcharas.
Permaneces terno e gentil, atento e leal.
Tu, te transformaras como botão em azaleia.
Anseio pela renovação de seus ciclos, lua após lua,
para que enxergues tua dádiva divina,
para que levantes e caminhes,
para que voltes tua face a ti, e reconheça quem és.
Aguardo tua chegada, teu florescer.
Os maldizeres se estilhaçarão quando tu embebedares teu âmago.
Não de cevada, ou de vinho,
Mas de tua própria essência.
Eu, te abençoo, filho meu!
Que as graças e beleza das flores te alegrem,
Que o canto dos pássaros te enalteçam,
E a terra fértil te nutra dia após dia.
Te entrego meu amor em cada gota de orvalho,
Que cada raio de sol lhe revigore,
E a felicidade inunde teu novo ciclo.
T. Alves

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