15 junho 2015

Eu sou o Tempo

Eu vi estrelas iluminarem a noite, guiarem homens, refletirem olhares.

Eu vi o céu se estender sobre nós, teu manto colorido bailara em minha mente ébria.

Eu vi o mar revolto e calmo;  os homens crescerem e se perderem; as montanhas virarem areia.

Eu vi a vida e a morte.

Eu sou o Tempo...

Autor: Anjo Negro

27 maio 2015


Noites quentes amado.
Sinto teu bafor sobre minha pele nua.
(Frenesi)
Dancemos; ora em passos rápidos, ora vagarosos,
dancemos a música de nossos corações.
(Uníssono)
Enquanto a noite quente se esvai,
teu sabor me entorpece,
embriago-me a cada passo, querido, a cada dança.
Duas almas em regalo.
Uma noite não é o bastante para que eu lhe ame.


Autor: Anjo Negro


18 maio 2015


Me vi em teus braços numa manhã.
Minto, eu desejei teus braços naquela manhã
Teu abraço me aqueceria
Teu bafor assim ao pé de minha orelha me inebriaria.
Mas apenas sonhei, com o amor que eu ganharia um dia.

Autor: Anjo Negro


Já era tarde demais para chorar.
Cedo demais para dizer que o fim era próximo.
As palavras duras me bateram pesadas como as asas que me foram retiradas. O alforje pesado que carrego nada é capaz de criar. O alaúde sem cordas nada mais é que um amuleto guardado de tempos antigos.
As liras doces que entoava hoje em minha mente parecem ditas por outro. Exceto aquelas que disse a você.
As árvores observadas outrora hoje se preparam para o inverno, não se parecem com as mesmas da primavera que não tardou em findar... Ela aconteceu a quanto tempo mesmo?
Olhos famintos tão familiares me vêem da escuridão. Afaga o cão que não tardará ao final da hora em morder a minha mão.
Monstros imaginários voam das sombras com carne e ossos.
Mas já era tarde demais para chorar.
Cedo de mais para dizer que o fim era próximo.

Autor: William Junior

17 maio 2015

O frio assola as janelas e as paredes da casa vibram violentamente.
As ordas que nos cercam cederam aos braços fortes do vento e o inverno os consumirá. Mas o que seremos ao final desta guerra?

Corpos e mais corpos. Desolados, destruídos, sem destino. A vida se foi em meros estouros.
Eu tive medo, eu tenho medo.
Quando virá o sol quente e a brisa fresca primaveril?

Ao final da dor, da loucura e do desespero, corpos são apenas corpos se a alma já se foi ainda que em vida.
Também tenho medo, por mim e por ti. Tenho medo que minha lucidez se vá antes do fim do inverno. Tenho medo de não ser o bastante para nos suprir. A casa já tão frágil talvez não resista a um ataque.

O inverno é feroz e somos frágeis. Ainda temos o fogo dentro de nós.  Mesmo que o teu se apague haverá o meu.
Ataques haverão e se o teto ruir, faremos outro.
A tua loucura me é lucidez

Me abrigo em ti nas piores noites. A mim que me supus forte, me contemplar em pequenos reflexos no meio da tempestade...
O vento mais forte arranca tua carne. Mas a mais fraca corta mais profundo que qualquer coisa.
Quantas e quantas vezes teremos que reconstruir este telhado minha amada?

Talvez após todo inverno. Talvez sempre ajam recomeços. Talvez sempre seremos soldados. Mas eu fui feliz em cada batalha.
Eu vejo a luz em sua escuridão.

Eu sou feliz ao teu lado. E por isso eu luto.
Eu vejo luz em tua escuridão.

Autores: William Junior e Anjo Negro

03 maio 2015

Eu vi um violeiro no alto do monte.
Ele tocava.
Eu vi sua alma se esvair em cada nota, e em cada uma ele se renovava.
Eu vi uma moça à beira dum rio, e mesmo ao longe ouvia o violeiro.
Eu vi sua alma alegre em cada canção.
Eu vi duas figuras ao alto dos céus,
Elas bailavam entre as nuvens, entre a revoada dos pássaros, alegres.
Eu vi duas almas bailando ao alto dos céus, ao som do violeiro.

Autor: Anjo Negro

23 abril 2015

Me aqueço no teu olhar, teu corpo em chamas. Num bailar trépido, dançamos à noite, madrugadas a fio.
Bailarinos do amor se amavam.
E num deslumbre me afoguei em ti.
Correm de nós rios, testemunhas de nossa paixão.
Ama-me meu senhor infinitamente como aquela estrela, amar-te-ei como a eterna Lua.

Autor: Anjo Negro

18 abril 2015

Sonhos e vinho
colorindo uma noite, embriagando a carne.
Minha mente sã atormentada.
Minha alma embriagada, de afãs solitários, talvez sórdidos, bailando a minha frente...
Delírios torpes. Doces delírios...
Tenho enchido taças demais procurando preencher meu vazio.

Autor: Anjo Negro

16 abril 2015

Ainda espero o dia que seremos reis
No nosso castelo nada mais que felidade,
alguns luares, pôres do sol, e muito amor.
Diga-me plebeu, queres ser meu rei?

Autor: Anjo Negro

03 abril 2015

Mais uma ao poeta

Eu que estive há tempos, perdido em eras encontrei-me à sombra teu olhar. 
Naqueles dias, ao cair das tardes vi mundos refletidos em teus olhos.
 Me vi em teus mundos.
Que graça linda criatura,dádiva minha ter-te assim em meus braços, é divina.
Amo-te até o mais profundo do meu ser, ama-me também até além de ti.

Autor : Anjo Negro