17 dezembro 2013

Carta a Ninfa


Tenho estado a léguas me fundindo ao tempo
o vento tem me trazido teu perfume e as noites teu lindo rosto em memórias.
Tenho caminhado a tua procura, 
não a vejo, mas a sinto instintivamente. 
Anseio por voltar ao encontro teu, e a cada entardecer tê-la em meus braços
Tenho visitado lugares a tua espera,
visto campos e colinas,
enxergando teus olhos em meio a escuridão da noite
e teu lindo sorriso no clarão dos dias.
Me espere querida Ninfa
e enxugar-lhe-ei as lágrimas,
cobri-la-ei com meu calor nas noites frias
e lhe amarei até q se perca o tempo....

Autor: Anjo Negro


07 dezembro 2013

Dias sombrios

Tempestades

E no meio de tudo, onde os furacões se encontravam os tornados se colidiam e eu estava calmo.
Não havia motivo, não havia calma, não havia paz.
Mas eu estava um caos...
No caos reconheci a paz, as vezes penso que o que as coisas loucas testam os homens e aqueles que se mantiveram a calma se encontraram loucos no final.
Dias loucos servem pra isso penso eu.
                                                
A loucura cerca os loucos, atraímos isso penso eu.
Mas os meus pensamentos são loucos.
Os pensamentos de um louco.
Mas minha loucura e consciente se é que isso é possível, minha loucura e coerente.
Nunca vi um louco que não possuísse certa sanidade, ou são que não se questionasse se a loucura não fosse uma solução.

Os furacões passam, as tormentas tendem a ter um fim.
Mas mesmo assim os homens se perdem nas tempestades.

A sanidade se esvai como as horas dos dias, os dias continuam a terminar.  

   

Autor: william Junior

21 novembro 2013

visão das sombras

Visão das sombras

Não me julgue pelo que eu já fiz, você só viu o que eu deixei você ver.
Do outro lado do abismo eu também já estive lá eu sei bem a sombra que ele faz.
Mas se você esta na guerra matando ou não suas mãos também estão sujas de sangue, não importa de qual lado, sangue é sangue.

Se não te acusaram ainda, pode esperar porque julgar e fácil quando é você que esta sentado do lado certo da cadeira, mas na cadeia não tem lado certo não irmão, e sua mente também pode ser a sua prisão.

Já derrubarão reis com tinta e papel mas já vi muitos outros que tentaram e terminarão no banco dos réus, hoje aqui quem te condena sou eu, pelo que você nem fez mas se você parou pra ler estas linhas talvez já ate te condenarão pela conspiração dos reis.

O mundo hoje esta muito louco difícil de viver, sem pão ou hóstia sem sacristia ou paróquia, tenho medo dos políticos nem padres ou cristãos que ate tão pouco eram jogados nas fogueiras e hoje são tão bons piromantes.

Condenei os teus beijos de traição, hoje lhe estendo a mão com mesmo zelo.
Julguei meus julgadores mas só agora enquanto escrevo percebo que continuo no mesmo réu que há muito fui. Só passei a jogar o mesmo jogo que abandonei.
Aos poucos os velhos hábitos voltam, aos poucos os velhos joelhos também se dobram.

Autor: William Junior

29 outubro 2013

Dias frios

E o outono se encerra em meu coração.
Não há mais cores, e as flores já se desfazem.
O cinza que assola o meu jardim.
Os poemas de outra estação já não possuem sentido.

As borboletas não voam em meu jardim, somente passam.
Os beija-flores voam sem destino.
Da janela mais alta do casarão vejo destinos.
Ao longe soam os sinos da catedral me provando que o tempo continua a passar.
E as cortinas deste novo dia não tardam em se findar.

O vermelho vivo de uma única rosa se destaca.
O inverno sempre tão eterno não tardara em colhê-la, mas ainda que o faça a flor que resiste o vento representa esperança de uma primavera ainda inexistente.
Em dias frios a luz do sol e sempre tão mítica.
Em dias cinza a cor desafia o cético.

Mas o tempo passa.
As casas do tempo também podem ruir.
Em casas antigas o jardim toma o espaço e por fim invade as casas.
O fogo se extingue o frio te absorve, e por fim a morte se envolve, mas a vida que sempre é regente inerente dos fatos trás de volta aquele velho jardim.
As borboletas voltam, a cor também. Os pássaros que antes fugiam voltam sabendo bem seu destino, porque lá estavam quase esquecidos seus velhos ninhos.

                                                                                                Autor: William Junior 



22 outubro 2013

Estradas noturnas

Eu que tão só fugiria pra mais longe, a rua me chama e as amarras que me mantém no lugar caem uma a uma e a cada tempo que passa me pergunto o porque eu me mantenho aqui.
As correntes que me prendem já não são mais capazes de me segurar, as sombras que se arrastão a minha volta não me assustam mais, minha mala que nunca desfeita parece mais leve hoje do que jamais esteve, e seria isso bom ou ruim?
Já me chamarão de louco e de andarilho; como posso eu ser andarilho se estou aqui parado, no mesmo lugar fazendo aquilo de que não gosto.
O relógio zomba de min ao me mostrar quanto já perdi, o calendário com tantas folhas de que não mais preciso usar me mostra que mais um outono não tarda a se encerrar e o frio se aproxima e se encerra o ciclo se reinicia e eu que tanto prometi para novos verões menti pra min e pra outros, e continuo no mesmo lugar.
A caminhada e longa para aqueles que caminham.
A caminhada e longa para aqueles que seguem a estrada em seu curso, para todos os outros, e apenas mais uma estrada...
Sei que  não e esse o meu lugar antes eu tinha desculpas hoje eu tenho cada vez mais motivos, não tenho utilidade parado, e sinto que minha mente se deteriora com o tempo.
O novo já é tão velho, as pessoas não são mais as mesmas porque eu mudei, e quando mudamos o velho se torna novo; ou ultrapassado.
Mas as descobertas são inevitáveis.



 

20 setembro 2013

para o tempo

Nota sobre o tempo, para o tempo:

Gostaria de dizer-te que agradeço por tudo.
Todas as vezes que quis gritar ou fugir; por todas as vezes que em calei, por todas as vezes que fiquei. Por todos os lugares que conheci; por todos os lugares que sonho em conhecer.
Por todas as vezes que eu queria ficar; por todas as vezes que eu parti, hoje sei que foi melhor assim.
Por todas as vezes que tive saudades e voltei; hoje sei o valor destas coisas.
Por todas as vezes que vi o sol nascer; hoje sei que esses momentos foram únicos.
Por todas as vezes que vi o sol se pôr; e a cada pessoa que estava comigo cada pessoa que estava comigo nestes momentos.
Por todas as pessoas que passaram pelo meu caminho; as que foram embora e as que ficaram.
As que me ensinarão; para o bem e para o mal. As que pude ensinar, mas peço perdão se errei como mestre, hoje sei que errei.
Agradeço a você que me escutou por tanto tempo que as minhas palavras acabarão.
Agradeço a você que em incentivou a acreditar em min, nem sempre fui capaz de fazê-lo.
Agradeço ao vento e a vida que te traga de volta ao seu tempo, e que este nos ensine e nos ilumine... Que seja sempre bons com nosco, pra que jamais se esqueça da quilo que realmente nos faz bem.
Agradeço ao tempo ao vento a vida e a ti...



19 setembro 2013

Segundo Sonho a Morfeu


Oh Morfeu, quão belo és,
inebria-me a visão contempla-lo nas noites enluaradas
pareces magnifico, delirante
ao passo que, tua frieza avassala-me o peito.

Oh Morfeu, não chores,
não me corroa a alma,
serei tua ninfa, tua amante,
desde o céu tempestuoso 
ao calmo uivo do vento....
Apenas cante,
cante e me entregarei alegremente

Oh Morfeu, Morfeu
por favor não esqueça-te:
um sonho eterno me recobraria a vida....



Autor:Anjo Negro

17 setembro 2013



Aprendi a andar sozinha
dentro dos muros de mim mesma 
ergui minha fortaleza, meu reduto intocavel.......?
Alimentei me de odio, fortaleci me de dor
esqueci me de tudo,
e num segundo já não era mais eu
zumbi, so....brevivendo, ou apenas 
adormecida a espera (?)
Não recordo me das mais antigas lendas
ou dos sabores supremos
afoguei me em mar de mágoas e lembrei me do amor
ou da esperança de tê lo
longinquo como o horizonte
inerte, alcancei as estrelas
em um mesmo corpo fraco,
caminho ao horizonte incessantemente,
até que me beije a morte.


Autor: Anjo Negro


12 setembro 2013

Descobri meus piores enganos por mero acaso; 

À brincadeira de fingir que não me importava de que eu não sentia se tornou um hábito.

Parei de sentir de me importar até de amar.
Parei de ver, por que parei de olhar.
Viver é mais do que o simples estar vivo isso é uma condição não um estado, achei mesmo que v...ivia, quando eu só era levado.

Um dia sentado no alto de uma montanha vi um pássaro que voava tão alto que pra min só era um ponto negro no céu. Ele pousou em uma arvore próximo de min sem o menor sinal de medo ou receio, ele era mais forte que eu suas asas o levariam aonde ele quisesse, eu... Não iria assim tão longe, ele e era livre, mas eu... Estava preso em uma condição auto imposta, era um cego que caminhava sem o tato de todas as emoções de que me adiantaria voar sem sentir o vento? De que serve viver sem nunca apreciar a vida?

Pobre daqueles que se sentarão em frente a televisão sem nada pra fazer e medo de mais de viver. Pobre homem que desistiu de si mesmo, não critico a vergonha ou o cansaço critico a covardia destes, porque já fui um.
Critico o desinteirice por mudar, porque já tive.
Critico o medo da mudança e fragilidade das fugas precárias.
O medo nos cegue para onde vamos, a mediocridade também.

Viver e mais que estar vivo. Sentir dor e ferir.
E amar, às vezes até ser amado.
E rir, chorar se necessário.
Nunca abra seu coração demais, nele estão segredos que valem mais que riquezas, mas não o feche para que ninguém entre, cômodos fechados mofam, apodrecem, e se muito desmoronam.
Viva...



Autor: Willian Junior

06 setembro 2013


Há corações perdidos lá fora
almas sem destino ecoando em meio a escuridão
voando conforme o cantar do vento
há um cheiro de morte no ar
afogue - se pelos rios de sangue derramados
as lágrimas ardentes,
amargas tal qual o féu
aquele sabor inesquecível de seus lábios
veneno doce de minh'alma
teus olhos,tão lindos olhos
obscuros e misteriosos, resplandecentes
e a esperança de um dia revê-los
estarei sempre aqui a espera
gritando a lua por um novo começo


Autor: Anjo Negro