28 outubro 2010

Canto II

Chegas até mim,como um anjo tímido,
meigo,raro em sentimentos,
mais simples que a beleza de uma flor...

Me conquistas...

A levianidade não lhe toca o coração.
A pureza de tua alma encanta-me,
arrebata-me o espírito apenas com o mero brilho do teu olhar,do teu sorriso,
sincero e estranhamente belo
como o doce aroma da Primavera ao romper do crepúsculo.

Estasia-me,inebria-me...
O sabor do teu beijo é abrasador,arrasador.

Nem mesmo o toque da Morte é tão leve...

16 outubro 2010

Carta ao Desespero


O medo e a Morte me cercam
E estou sozinho perdido em um mundo Cruel
Afastado daquilo que um dia me fez sorrir e sonhar
Olho por todos os horizontes, tento encontrar refúgios
Onde posso me esconder?

É tão cruel e invasivo o meu destino
Que jamais posso recuar-me
Nem mesmo o tempo acolherá meus pecados
Nem mesmo a lua esconderá minhas tristezas

Há somente uma esperança
E seria covardia recorrer-me ao desespero
Não seria eu justo com minhas palavras
Em tais mudanças drásticas

Somente resta-me esperar
Que um dia possa ter asas e voar
Ou quem sabe esperar a maré voltar
E num simples tocar dessa brisa uma nova chance a surgir


Autor: Jonas Van Halen

09 outubro 2010

Canção I

A tua beleza encanta-me por entre as noites escuras
Sinto um leve toque em minha pele
Parece ter o sabor da liberdade
Ou quem saiba seja apenas mais um de meus incessantes devaneios
Vindo da parte mais profunda da alma
Apenas para enganar-me e adoçar-me um pouco dos meus sombrios dias
Onde sou cercada pelas minhas massantes utopias degenerativas
Meu mundo de sonhos regrado a tolices e erros
Onde me encerro e me perco em algo sem fim.
Parece até que,por vezes,tudo é real
Ou seriam apenas sonhos de um ser meramente apaixonado(?)
Pela vida,pela dor e pelo que ela proporciona.
 
A simplicidade das flores refletem o teu sorriso
Observe:nas entrelinhas do teu olhar vejo a felicidade
Escondida entremeios quão longincos do meu alcance
Mas nem mesmo o tempo pode apagar.

02 outubro 2010

Teus meigos olhos me encantam
revelam-te
como uma flor na Primavera.

Me comquistas,
quando abres teu gracioso sorriso,
nm mesmo as dores da alma impedem-me de admirar-lhe
o cheiro do amor é realmente doce.

Dizem que no fim de cada estrada está a felicidade.
Pois eu digo:
por toda a minha estrada está a felicidade:Você!

Os sabores da vida são poucos.
O amor é um deles.

18 setembro 2010

Lembranças

Fantasmas batem á minha porta
Enganam-me,perseguem-me
Recobrem-me de devaneios
Cercam-me.
Gritam em meus ouvidos,
Tapam-me os olhos,
Calam-me a voz.

É ela,parte de minh´alma perdida.
Meus espíritos desenterrados.
Meu passado vivo:sórdido e desenterrado.

Teu canto é a nênia,
Tua tez é lívida,
Teus sabores:amargos.
Teu único prazer é a dor
Relembrada quando vens até mim.

Se o amor fosse passível de esquecimento
Não existiriam lembranças...

Canção ao Ódio

O rancor parece até dono do meu ser
controla-me,consena-me,julga-me
usa-me como sua bonequinha de marionete.
Presa em meus delírios,
viajo por onúmeras esferas;
esperimento cheiros,vejo cores,sinto sabores
e nem mesmo o doce e delicioso toque da brisa
pode retirara a dor que sinto no peito.

Passeio por campos floridos.
Por vezes,teus aromas me inebriam a alma
e me levam para um outro mundo
onde encerro em meio a sonhos,afãs e desejos;
e quando estou envolvida por tão inefável deleite
vens e me depertas
como uma tempestade por detras da nuvem negra.

És o despedaçar dos meus dias 
a Morte dos meus sonhos
a minha própria ruína.

Versos ao Amor

A beleza do teu olhar arrebata-me a alma
Sorridente,alegre vive em pleno frenesi
Porque apenas o simples  fato de sua existencia
Me eleva ao mais doce patamar da
Felicidade...
É poder olhar em teus olhos e ler:
Eu te amo!

16 agosto 2010

Eu me lembro...

Eu me lembro
Como eram belas as cores da Primavera
Como quão maravilhoso era o canto dos pássaros
E como era saboroso correr por entre as ruas,
Sem medo de ser quem eu era.

Eu me lembro
Como era delicioso o frio da madrugada
Os doces e gelados pingos da chuva
E o meu tão grande deleite
Ao passar por debaixo dela
Nua de ignorância.

Eu me lembro
Como os sonhos e realidade se confundiam
E eu podia ser até mesmo
A princesa dos mais belos contos de fadas.

Eu me lembro
Como era inebriante o sabor dos meus devaneios
O aroma dos meus receios
As cores da tão linda aurora
E como para mim era precioso
O teu tão leve toque
Que me fazia viajar
Por esferas não antes imagináveis

Eu me lembro,
Apenas me lembro
Como era bom amar...

15 agosto 2010

Sejas minha como eu sou Teu

Ó amada minha porque esta triste a viver
Honrosa foi à forma de ter nascido em meu caminho
Como uma bela Rosa, mais cheias de Espinhos
Devolveu luz ao meu Peregrinar
O teu esplendor me iluminará
Nessa escuridão no qual me afogava

Tais Lembranças me surgem
Ao lembrar-se do seu belo sorriso
Viverei eu a custa do Destino, sem o seu Amor
De que valeria a vida, sem ter você
És meu futuro disso eu tenho certeza
Mais não deixes de ser meu belo Presente

Seja para mim a minha Alegria
Pois não agüento mais derramar lágrimas
De desprezo e solidão do seu coração
Afasta-te de ti o teu rancor
Celebre o amor que pulsa em teu peito por mim
Pois do que adianta o brilho do sol
E o toque da lua no mar sem ter você

Faz-me de mim a criatura mais feliz desse universo
Nem que seja a custa de toda Ironia do Destino cruel
Que nos assombra a viver como inimigos de sangue
Preferiria mil vezes renegar meu nome
Do que Peregrinar nesse mundo sem o teu Amor

Não deixes que nosso Amor se torne
Uma mera lembrança do Passado
Vai à luta como eu estou indo de peito aberto
Enfrentar o medo que assombra o nosso ser
E se renda ao desejo do teu coração
Para juntos podermos Trilhar esse Caminho da Felicidade
E Viver como nos manda o nosso Coração
E sejas minha como eu sou Teu...


Autor Jonas Van Halen

09 agosto 2010

Canção de Dor

Perdida em um mundo sórdido
Me escondo na escuridão com medo dos sonhos
Cheios de luz e fantasias
Frutos apenas da imaginação.

A dor bate a minha porta incessantemente.
Perturba meus dias
Mata minhas esperanças
E destroi o que resta de mim.
Se torna minha única companheira.

Sinto minha vida esvaindo-se
Como um punhado de areia por entre meus dedos
Pois a alegria já não me visita o peito
E as esperanças que me restam me fulminam a alma.

Meu espírito clama por paz
Meu coração por amor
Minha alma por alegria
E a única chance que me resta
Se encontra fora de alcance.

O ódio e a raiva têm sido meus mestres
Têm sido minha última forma de proteger-me
Destas utopias banais cotidianas
Deste ser que já não sei mais quem é.
Deixei apenas no passado aquilo que um dia meramente fui.
Aquilo que não faz mais parte de mim.
Que agora vive apenas na minha lembrança
No meu subconsciente.