29 julho 2015
14 julho 2015
Devaneio do Poeta
Os velhos novos sábios, nada sabem sobre min.
Os novos trovadores não falaram nada a meu respeito; não a nada a dizer.
Seria eu vítima da loucura de psique? Ou da obstinação de Jasão?
Meu nome é ninguém. Qual seria o seu?
Hoje nem a lágrima da aranha purificou meus sonhos em seu prisma. A loucura e somente mais uma das filhas da noite. Sem coerência ou sentido.
Queria eu não ter as marcas de tantas vidas, queria eu não ter tantos fantasmas para carregar. Mas as noites findam, e os dias frios não tem aquecido minha alma.
Mas os dias passam, e não irá demorar o alvorecer de uma nova era...
09 julho 2015
Carta a Dama
Autor: Anjo Negro
23 junho 2015
A Carta ( a Ele)
Perdoa-me, sabes tu que não é por vontade minha, sabes também que o mundo alucina-me constantemente.
Eu fui de encontro a ti e cego, não o vi. Mas me vistes...
Eu sou um tolo sonhador, confesso que ainda persisto. Tu me ensinastes, lembra?
Perdão, saber que sempre estarás aqui consola-me e torna-me inconsequente (sempre), entretanto, obrigado.
Eu te amo.
15 junho 2015
Eu sou o Tempo
Eu vi estrelas iluminarem a noite, guiarem homens, refletirem olhares.
Eu vi o céu se estender sobre nós, teu manto colorido bailara em minha mente ébria.
Eu vi o mar revolto e calmo; os homens crescerem e se perderem; as montanhas virarem areia.
Eu vi a vida e a morte.
Eu sou o Tempo...
Autor: Anjo Negro
27 maio 2015
18 maio 2015
Já era tarde demais para chorar.
Cedo demais para dizer que o fim era próximo.
As palavras duras me bateram pesadas como as asas que me foram retiradas. O alforje pesado que carrego nada é capaz de criar. O alaúde sem cordas nada mais é que um amuleto guardado de tempos antigos.
As liras doces que entoava hoje em minha mente parecem ditas por outro. Exceto aquelas que disse a você.
As árvores observadas outrora hoje se preparam para o inverno, não se parecem com as mesmas da primavera que não tardou em findar... Ela aconteceu a quanto tempo mesmo?
Olhos famintos tão familiares me vêem da escuridão. Afaga o cão que não tardará ao final da hora em morder a minha mão.
Monstros imaginários voam das sombras com carne e ossos.
Mas já era tarde demais para chorar.
Cedo de mais para dizer que o fim era próximo.
Autor: William Junior
17 maio 2015
O frio assola as janelas e as paredes da casa vibram violentamente.
As ordas que nos cercam cederam aos braços fortes do vento e o inverno os consumirá. Mas o que seremos ao final desta guerra?
Corpos e mais corpos. Desolados, destruídos, sem destino. A vida se foi em meros estouros.
Eu tive medo, eu tenho medo.
Quando virá o sol quente e a brisa fresca primaveril?
Ao final da dor, da loucura e do desespero, corpos são apenas corpos se a alma já se foi ainda que em vida.
Também tenho medo, por mim e por ti. Tenho medo que minha lucidez se vá antes do fim do inverno. Tenho medo de não ser o bastante para nos suprir. A casa já tão frágil talvez não resista a um ataque.
O inverno é feroz e somos frágeis. Ainda temos o fogo dentro de nós. Mesmo que o teu se apague haverá o meu.
Ataques haverão e se o teto ruir, faremos outro.
A tua loucura me é lucidez
Me abrigo em ti nas piores noites. A mim que me supus forte, me contemplar em pequenos reflexos no meio da tempestade...
O vento mais forte arranca tua carne. Mas a mais fraca corta mais profundo que qualquer coisa.
Quantas e quantas vezes teremos que reconstruir este telhado minha amada?
Talvez após todo inverno. Talvez sempre ajam recomeços. Talvez sempre seremos soldados. Mas eu fui feliz em cada batalha.
Eu vejo a luz em sua escuridão.
Eu sou feliz ao teu lado. E por isso eu luto.
Eu vejo luz em tua escuridão.
Autores: William Junior e Anjo Negro
03 maio 2015
Eu vi um violeiro no alto do monte.
Ele tocava.
Eu vi sua alma se esvair em cada nota, e em cada uma ele se renovava.
Eu vi uma moça à beira dum rio, e mesmo ao longe ouvia o violeiro.
Eu vi sua alma alegre em cada canção.
Eu vi duas figuras ao alto dos céus,
Elas bailavam entre as nuvens, entre a revoada dos pássaros, alegres.
Eu vi duas almas bailando ao alto dos céus, ao som do violeiro.
Autor: Anjo Negro




